Só quando de fato saímos da nossa bola de proteção, nos damos a conhecer e mostramos as nossas fragilidades, é que sentimos.
Só quando choramos, ri-mos e amamos, é que sentimos.
Só quando entregamo-nos e contamos os nossos maiores medos, é que sentimos.
Apenas e só quando amamos em plenitude, é que sentimos.
Vulnerável.
Aquele sentimento de que alguém, achamos nós, irá como um furacão ou num passo de magia negra, acabar com a realidade conforme a conhecemos. Alguém que mais do que acabar com a realidade e com o que se tem, consegue transformar tudo o que se tem, num verdadeiro pesadelo.
Deixarem de cuidar e passar só a <re>conhecer os nossos medos e as nossas inseguranças. Demonstrar o lado mais frágil para a Pessoa em que depois a Pessoa transforma-se apenas em outro alguém.
Conviver com o passado dessa Pessoa, que já viveu, já experienciou, já descobriu, já explorou, já foi feliz ali. Cuja presença é uma realidade constante.
Alguém que nos faz pensar, questionar, aumentar os nossos medos e inseguranças. Alguém que pela importância que teve na vida da Pessoa, pelo papel que desempenha nos fará sempre questionar. E eu, que farei ou serei capaz de fazer, que papel irei ter na vida da Pessoa!? Farei feliz a Pessoa como alguém já fez!? Terá a Pessoa planos como um dia já teve/fez!? Cheguei tarde demais!?
Provavelmente já.
Aqui está maior fonte de vulnerabilidade, a impotência de querer viver e saber que se chegou tarde demais. A vontade/possibilidade de querer fazer planos e vivê-los na inexperiência simultaneamente. Tarde demais. Já foi vivido, em parte, já foi. Não é a mesma coisa, pois não. É saber que a experiência é nova apenas em parte. As memórias vão ser diferentes.
"Não há lugar para onde fuja nem sítio onde me esconda em que a memória não me vá encontrar." - Pedro Paixão
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