"Fairy tales don’t tell children that dragons exist. Children already know that dragons exist. Fairy tales tell children that dragons can be killed." G.K. Chesterton

domingo, 25 de maio de 2014

Vulnerabilidades


Só quando de fato saímos da nossa bola de proteção, nos damos a conhecer e mostramos as nossas fragilidades, é que sentimos.

Só quando choramos, ri-mos e amamos, é que sentimos.

Só quando entregamo-nos e contamos os nossos maiores medos, é que sentimos.

Apenas e só quando amamos em plenitude, é que sentimos.

Vulnerável.

Aquele sentimento de que alguém, achamos nós, irá como um furacão ou num passo de magia negra, acabar com a realidade conforme a conhecemos. Alguém que mais do que acabar com a realidade e com o que se tem, consegue transformar tudo o que se tem, num verdadeiro pesadelo.

Deixarem de cuidar e passar só a <re>conhecer os nossos medos e as nossas inseguranças. Demonstrar o lado mais frágil para a Pessoa em que depois a Pessoa transforma-se apenas em outro alguém.

Conviver com o passado dessa Pessoa, que já viveu, já experienciou, já descobriu, já explorou, já foi feliz ali. Cuja presença é uma realidade constante.

Alguém que nos faz pensar, questionar, aumentar os nossos medos e inseguranças. Alguém que pela importância que teve na vida da Pessoa, pelo papel que desempenha nos fará sempre questionar. E eu, que farei ou serei capaz de fazer, que papel irei ter na vida da Pessoa!? Farei feliz a Pessoa como alguém já fez!? Terá a Pessoa planos como um dia já teve/fez!? Cheguei tarde demais!?

Provavelmente já.

Aqui está maior fonte de vulnerabilidade, a impotência de querer viver e saber que se chegou tarde demais. A vontade/possibilidade de querer fazer planos e vivê-los na inexperiência simultaneamente. Tarde demais. Já foi vivido, em parte, já foi. Não é a mesma coisa, pois não. É saber que a experiência é nova apenas em parte. As memórias vão ser diferentes.

"Não há lugar para onde fuja nem sítio onde me esconda em que a memória não me vá encontrar." - Pedro Paixão

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